Quantos dias é normal ficar sem ir ao banheiro? Entenda a prisão de ventre

prisao-de-ventre-banheiro-constipacao-1470072287004_615x300A fisiculturista Gracyanne Barbosa contou recentemente em seu perfil no Snapchat como sua prisão de ventre desencadeou um episódio no mínimo inusitado, com direito a ligação para a polícia por “tentativa de sequestro”. Ao narrar a história, a modelo disse que estava sem fazer cocô havia oito dias –algo corriqueiro em sua vida, segundo ela.

A prisão de ventre, também conhecida como intestino preso ou constipação intestinal, é caracterizada por menos de três evacuações por semana, pouco volume, muito esforço e fezes de calibre fino e endurecidas. Acontece quando há uma lentidão nos movimentos peristálticos do intestino, responsáveis por empurrar o bolo fecal do intestino grosso até o reto para ser eliminado.

Cerca de 15% da população brasileira sofre com ela, especialmente as mulheres, por causa de alterações hormonais, gestações e menstruação.

Em 85% dos casos, ela é fruto de uma alimentação inadequada (rica em açúcar, farinha refinada e gordura e pobre em fibras) e da pouca ingestão de líquidos, principalmente água.

Uma boa hidratação aliada a exercícios físicos e uma alimentação equilibrada são as principais ferramentas para evitar a prisão de ventre.

Sendo um problema tão corriqueiro, é comum que dúvidas deem origem a vários mitos sobre o assunto. Veja, a seguir, o que é verdade e o que não passa de crença.

 

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/listas/quantos-dias-e-normal-ficar-sem-ir-ao-banheiro-entenda-a-prisao-de-ventre.htm

Cientistas sugerem que zika pode ser transmitida por lágrimas de infectado

17mai2016-um-tubo-vacuo-segura-um-mosquito-aedes-aegypti-embaixo-de-um-microscopio-em-um-laboratorio-de-pesquisa-no-hanson-biomedical-sciences-building-em-madison-wisconsin-eua-1468447486837_300x300O vírus zika pode permanecer nos olhos – é o que revelam testes em ratos, que poderiam explicar o motivo pelo qual pessoas infectadas desenvolvem doenças oftalmológicas, podendo, em alguns casos raros, levar à cegueira. Os cientistas ainda apontaram que é possível que ocorra transmissão por meio de lágrimas da pessoa infectada.

A conclusão é de um estudo publicado nesta terça-feira (6) na revista norte-americana Cell Reports, que descreve os efeitos da zika nos olhos dos fetos de ratos, de camundongos e de animais adultos. Os cientistas pretendem completar seu estudo com pesquisas em humanos.

“Nossa pesquisa sugere que os olhos podem ser um reservatório para o vírus zika”, explica o dr. Michael Diamond, professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis (Missouri), coautor do trabalho. “Devemos verificar se pessoas infectadas pelo zika têm o vírus nos olhos e por quanto tempo ele pode ficar ali”, completou.

Uma infecção nos olhos por esse vírus abre a possibilidade de que pessoas possam ser contaminadas por um simples contato com lágrimas. Os pesquisadores detectaram material genético da zika no líquido lacrimal de ratos infectados até 28 dias após a infecção. Neste caso, porém, o vírus não estava vivo.

“Pode haver uma janela em que as lágrimas sejam altamente infecciosas e podem contaminar outras pessoas”, alerta Jonathan J. Miner, outro cientista que participou do estudo. Atualmente, já há indícios de que a zika possa ser transmitida por urina e saliva, além de relações sexuais e por picadas do Aedes.

Nos adultos, a zika pode provocar conjuntivite, uma irritação dos olhos e, em alguns casos raros de uveíte, uma queda da pressão intraocular que pode levar à cegueira irreversível.

Para determinar os efeitos para os olhos, os cientistas infectaram, em especial, ratos adultos na pele, reproduzindo uma infecção transmitida pela picada de mosquito. Eles detectaram o vírus vivo nos olhos dos roedores sete dias depois.

Ainda não se sabe se o vírus atravessa, de modo sistemático, a barreira protetora que separa a retina do olho do restante da circulação para se propagar ao longo do nervo óptico, ligando o cérebro aos olhos, ou se busca outros caminhos.

 

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2016/09/06/cientistas-sugerem-que-zika-pode-ser-transmitida-por-lagrimas-de-infectado.htm

Estudo indica que pernilongo não transmite o zika

femea-do-pernilongo-culex-quinquefasciatus-no-verao-a-populacao-do-inseto-aumenta-com-a-umidade-1420985722124_300x200O mosquito da espécie Culex quinquefasciatus, o popular pernilongo, não é capaz de transmitir o vírus da zika, de acordo com um novo estudo feito por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) do Rio de Janeiro, em parceria com pesquisadores do Instituto Pasteur, em Paris (França).

A transmissão do vírus pelo pernilongo tem sido uma das hipóteses levantadas para explicar o rápido alastramento da zika no mundo. Mas no novo estudo, publicado nesta terça-feira (6) na revista científica Plos Neglected Tropical Diseases, os cientistas analisaram mosquitos Culex coletados no Rio e infectados em laboratório e concluíram que eles não continham partículas infectantes do vírus.

De acordo com os autores do artigo, a conclusão do estudo é importante para que as políticas públicas de combate ao zika sejam focadas no controle do Aedes aegypti, cuja capacidade de transmitir o vírus é comprovadamente alta. Segundo o coordenador da pesquisa, Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, “o Aedes é o único inimigo comprovado como transmissor do vírus zika”.

“Não encontramos nenhuma evidência de que o Culex transmite o vírus da zika. Esses resultados reforçam as conclusões de diversos estudos feitos em outros lugares do Brasil e do mundo. Isso significa que temos de focar no Aedes. Seria um desserviço para o combate à epidemia se gastássemos os escassos recursos disponíveis para combater um mosquito que não transmite o zika”, disse Lourenço à reportagem.

Segundo ele, os estudos foram feitos entre janeiro e maio. Os ovos e larvas dos pernilongos foram coletados nos bairros de Copacabana, Jacarepaguá, Manguinhos e Triagem. Os insetos se tornaram adultos e foram alimentados com sangue infectado de duas linhagens do zika encontradas no Rio. Os pernilongos tiveram o corpo, a cabeça e a saliva analisados em diferentes períodos, de uma a três semanas após a infecção.

As taxas de infecção foram mínimas ou completamente ausentes em diferentes combinações de linhagens de vírus e populações de pernilongos. Segundo Lourenço, a metodologia usada no estudo torna as conclusões robustas.

“Fizemos o estudo com quatro populações diferentes de mosquitos e utilizamos dois vírus de linhagens diferentes. Além disso, usamos vírus e mosquitos do Rio, que circulavam na mesma época. Usamos vírus isolados a partir de uma mulher, de um homem, de saliva e de urina. Em nenhum caso houve evidência de infecção”, explicou Lourenço.

De acordo com ele, o estudo também avaliou mosquitos Aedes aegypti, como controle. “No caso do Aedes, o porcentual de mosquitos que apresentaram o vírus na saliva chegou próximo de 90%. Já no caso do Culex, a porcentagem foi zero”, afirmou.

Recife

Um estudo publicado em julho por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco detectou a presença do zika nas glândulas salivares de mosquitos Culex coletados no Recife – o que levou o grupo à conclusão de que o pernilongo é, sim, capaz de transmitir o zika.

Lourenço afirma que não conhece o estudo do Recife de forma aprofundada, mas atribui a diferença das conclusões às distintas metodologias empregadas. Uma possibilidade, segundo ele, é que os mosquitos Culex encontrados com o vírus zika no Recife tenham sido contaminados depois de se alimentarem do sangue de uma pessoa infectada. “Na Itália, nos Estados Unidos, na França, no México e no Brasil há pelo menos mais cinco estudos independentes que chegaram a resultados semelhantes aos nossos, concluindo que o Culex não transmite o zika, mas o Aedes tem grande capacidade de transmissão”, afirmou Lourenço. A coordenadora do estudo no Recife, Constância Ayres, não foi encontrada pela reportagem.

 

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2016/09/06/estudo-indica-que-pernilongo-nao-transmite-o-zika.htm

Varíola, cólera, peste… Doenças que assolaram a humanidade podem voltar?

hospital-montado-para-atendimento-das-vitimas-do-virus-influenza-gripe-espanhola-em-1918-no-kansas-eua-1383067366046_615x300Peste negra. Varíola. Tuberculose. Gripe espanhola. Só o nome destas doenças já causa arrepios e remete a momentos da história em que fomos derrotados pelas epidemias. Elas causaram milhões de mortes, mas hoje estão controladas ou extintas. Mas será que podem voltar?

Recentemente, cientistas russos fizeram um alerta: as mudanças climáticas estão derretendo uma camada de gelo na Sibéria que contém vírus nocivos, como a varíola, guardados ali há milênios. O temor surgiu depois que uma criança morreu e outras 23 pessoas foram contaminadas no norte do país por antraz, uma bactéria que estava desaparecida fazia 75 anos.

Para os pesquisadores, o ressurgimento da infecção aconteceu provavelmente porque um cadáver de rena morta por antraz há décadas foi descongelado na região.

O médico sanitarista Rodolpho Telarolli, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), diz que a OMS (Organização Mundial de Saúde) pode avaliar melhor o risco dessas doenças voltar, mas defende que hoje existem técnicas mais eficazes para combater a varíola, por exemplo.

Para ele, muito mais perigoso é um novo vírus nascer:

Em termos de letalidade, uma nova doença, como ebola e zika, é pior. A ciência já sabe tudo sobre as velhas. Se for para acontecer algo ruim, seria uma nova doença

Além disso, temos muitas doenças “vivas”, como a gripe e a Aids, que ainda são um motivo real de preocupação.

 

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/listas/variola-colera-antraz-doencas-que-assolaram-a-humanidade-podem-voltar.htm

A cada salsicha consumida você perde 15 minutos de vida

salsichaPoucos discordarão desta frase: salsicha é uma delícia, mas não se trata propriamente de um alimento saudável… Pois bem, o cenário agora ficou pior. Os amantes de um bom cachorro-quente agora têm mais um motivo para se preocupar com a qualidade do prato. Estudo conduzido pelo prestigioso periódico British Medical Journal comprovou que a cada salsicha consumida, a vida pode ser reduzida em 15 minutos.  Sim, 15 minutos.

O problema, que se mantém independentemente se a salsicha for misturada a ingredientes saudáveis, como salada e macarrão, está, sobretudo, no fato de se tratar de um alimento embutido.

Em novembro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que o efeito ruim dos processados não é do alimento em si, mas essencialmente da maneira como são elaborados. Antes de ir para o prato, esse tipo de comida é submetido a técnicas artificiais. Os nitritos e os nitratos de sódio, por exemplo, compostos químicos que possuem a função de evitar a formação de bactérias (e, portanto, fazer com que os alimentos durem mais), têm potente ação carcinogênica.

Já o método de defumação, que dá sabor e também contribui para prolongar a data de validade do alimento processado, usa o alcatrão da fumaça do carvão. Ainda que os mecanismos biológicos não estejam completamente desvendados, acredita-se que esses compostos danifiquem a estrutura do DNA das células, dando origem a mutações que podem fazer com que elas cresçam incontrolavelmente.

O mesmo estudo que associou o consumo de salsicha à redução do tempo de vida mostra ainda que o café tem efeito absolutamente contrário: a ingestão de duas ou três xícaras diariamente pode aumentar a perspectiva de vida em um ano a mais.

 

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/a-cada-salsicha-consumida-voce-perde-15-minutos-de-vida/

6 respostas sobre a nova vacina contra a dengue

São Paulo – A primeira vacina contra a dengue finalmente pode chegar às suas mãos, ou melhor, aos seus braços. Criada pelo laboratório Sanofi Pasteur, ela começou a ser comercializada na última terça-feira. Trazemos seis respostas para que você entenda melhor o medicamento.

Poder de proteção

Segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine, a vacina funcionou em 93% dos casos graves da doença e reduziu em 80% as internações. A eficácia global ficou nos 66% dos casos. Foram mais de duas décadas de pesquisas e o desenvolvimento de 25 estudos clínicos em 15 países. Cerca de 30 mil voluntários (3,5 mil no Brasil) tomaram doses da vacina durante três fases de pesquisa clínica.

Como deve ser tomada

A vacina é divida em três doses – uma a cada seis meses. De acordo com Sheila Homsani, diretora médica do laboratório Sanofi Pasteur, essa divisão é necessária pois a primeira dose ativa os anticorpos, mas nem sempre é suficiente para a proteção.

O medicamento tem poder de proteção contra os quatro tipos de vírus da dengue e usa parte da estrutura do vírus da febre amarela para a imunização. Por isso, ele pode causar efeitos colaterais como dores de cabeça, febre e indisposição.

Quanto custa

O preço médio de cada dose do tratamento deve ficar entre 132 e 138 reais, dependendo do ICMS adotado em cada estado. O preço para o consumidor, no entanto, aumenta devido aos gastos das clínicas que farão a aplicação e o armazenamento. O pediatra José Geraldo Ribeiro estima que a vacina sairá por, no mínimo, 250 reais a dose. Assim, o tratamento completo deve custar cerca de 750 reais.

Thinkstock/AbelBrata

Mosquito Aedes aegypti

Quem pode tomar

A vacina é indicada para pacientes entre nove e 45 anos. Segundo o estudo, a eficácia global da vacina é de 66% em pacientes entre os nove e os 45 anos. Em comparação, apenas 44,6% dos participantes com idade inferior aos nove anos ficaram protegidos contra a doença.

Outro grupo que pode se beneficiar é aquele que já foi infectado pelo vírus da dengue. Rosa Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas explica que os testes feitos no estudo mostraram maior efeito com esse tipo de paciente. Além disso, quatro em cada cinco voluntários brasileiros apresentaram sorologia positiva para dengue. Isso não significa que eles tiveram sintomas da doença, mas que já foram infectados pelo vírus. Para a infectologista, esse é um sinal de que a vacina pode ter bons resultados na população brasileira.

A imunização contra a dengue ainda não é recomendada para grávidas, lactantes e pessoas com doenças imunológicas.

Protege contra zika e chikungunya?

Apesar de também transmitidas pelo Aedes aegyptizika e a chikungunya têm vírus com estruturas diferentes. De acordo com Rosa Richtmann, ainda é cedo para afirmar que a vacina pode funcionar contra essas doenças.

O laboratório está utilizando os estudos da vacina da dengue para criar possíveis vacinas contra zika e chikungunya. “Já começamos as pesquisas e pretendemos iniciar a fase clínica no ano que vem”, conta a diretora médica Sheila Homsani.

Quando chega à rede púbica?

Até agora, apenas o Paraná adquiriu a vacina, foram 500 mil unidades. Um estudomostrou que a dengue custa 164 milhões de dólares por ano aos cofres públicos. Quando levada em consideração que para cada caso registrado podem existir outros dois ou três não reportados, esse gasto vai para 447 milhões de dólares por ano.

Gastar com a vacina, implicaria economia com gastos no Sistema Único de Saúde (SUS). “Quanto mais pessoas vacinadas, menor é a circulação do vírus e, consequentemente, a chance de as pessoas ficarem doentes”, disse Homsani.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, nos últimos 50 anos, a dengue aumentou em 30 vezes e se tornou endêmica em 128 países. A doença atingiu o ápice em 2015, quando o Brasil teve uma das piores epidemias da história, com 1,6 milhão de casos.

Ar-condicionado dá alergia? E frio? Veja mitos e verdades

mulher-cocando-o-pescoco-coceira-alergia-1363354548419_615x300Tosse, espirro, brotoeja ou coceira. Quase metade das pessoas já sofreu com algum tipo de crise alérgica, que pode ser desencadeada pelos mais diversos fatores: mofo, perfume, nozes, pelos, cosméticos, pólen, látex, poeira, gato, leite, abacaxi… Até mesmo o calor e o  frio podem provocar algum tipo de reação.

Na maioria dos casos, a alergia ataca a pele ou as vias respiratórias, caso da rinite, da asma e da dermatite, mas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, José Carlos Perini, um alimento ou medicamento pode provocar uma reação em todo o corpo. Estes costumam ser os casos mais graves.

Quem tem alergia desde crianças não necessariamente sofrerá com isso para sempre. Também nada garante que outras alergias não desenvolverão ao longo dos anos.

“Ocorre de as alergias passarem com o tempo, por isso elas são mais comuns entre as crianças. Isso acontece porque algumas pessoas, com o tempo, podem ter um processo de dessensibilização, apresentando uma diminuição dos sintomas”, explicou a alergologista Barbara G. Silva.

Ainda não existe um teste que aponte todos os tipos de alergias que uma pessoa pode desenvolver, mas alguns exames podem confirmar suspeitas já relatadas pelos pacientes. “Ter um diagnóstico do risco pode ajudar a prevenir um choque anafilático causado por alergias”, explica Perini.